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Armazém Morinha do atelier Stu.dere

“Como se de um jogo se tratasse… assim começou um novo projeto!

Era um lugar triste e sem vida transformado num amplo espaço com luz e dotado de dinâmica, não fosse ele um local dedicado a roupa de criança.

Do primeiro contacto com o edifício, notou-se que era demasiado devassado no que respeita à divulgação dos espaços. Apesar do cliente pedir uma aproximação a um open space, o objetivo passou por criar a sensação de descoberta à medida que se percorria o espaço, como se de um labirinto se tratasse, como um jogo de criança. Daí a introdução da rede metálica, uma barreira física, mas não visual, cumprindo assim as premissas do cliente.

Além do espaço dedicado à exposição e armazenamento do produto, existe o volume do escritório e uma pequena arrecadação no piso térreo. Ao aceder ao piso superior, encontra-se um estúdio para a fotografia de produto. Aqui, a divisão dos dois espaços foi conseguida através de um envidraçado com o objetivo de dar amplitude ao volume.

Os materiais foram escolhidos de modo a que fosse permitida a sua utilização única, sem necessidade de camadas adjacentes. O policarbonato alveolar foi pensado para as paredes interiores, dando um aspeto industrial em harmonia com o pavimento revestido a microcimento. Para contrabalançar com um toque mais intimista os tetos e volumes dos escritórios foram forrados a contraplacado de bétula, com uma métrica regular que permitiu simultaneamente criar ritmo e orientar a organização do espaço, como a disposição do mobiliário.

Junto às escadas de acesso ao piso superior, foi criado um pequeno núcleo dedicado ao espaço de brincar, revestido por policarbonato e com pé direito duplo, sobre o qual incidem as luzes de um objeto de design. As luzes refletidas no policarbonato remetem para um mundo de magia, imaginação e criatividade. O candeeiro suspenso de estilo industrial foi criado especificamente para o local.”

text. Stu.dere

localização.Vila Meã, Amarante
ano. 2020
arquitectura.stu.dere
fotografia.Ivo Tavares Studio

en
Warehouse Morinha by Stu.dere Architect

“As if it was a game… so a new project started!

It was a sad and a empty place turned into a large light space and dynamically fitted, as a space for children should be.

In the first contact with the building, it was found a place too wanton in terms of space distribution. Despite the client’s request for an open space concept, the intention was to create a sense of exploration as one walked through space, as though it were a labyrinth, like a game for a kid. Hence the implementation of the wire mesh, which creates a physical but not visual barrier, thus fulfilling the client’s premises.

In addition to the area devoted to displaying and storing the items, the ground floor includes an office and a small storage room. When accessing the upper floor, there is a studio for product photography. This division was subdivided into two spaces with a glazing system, which were designed to expand space.

The materials used have been selected in such a way that their use is unique, without the need for adjacent layers and finishing with other products . Honeycomb polycarbonate has been chosen for the interior walls, suggesting an industrial appearance in harmony with the microcement-coated floor. To counterbalance this, the ceilings and the office were lined with birch plywood, creating a more intimate feel. This note has a regular metric that allows both the rhythm to be created and the organization of space, such as furniture layout, to be guided.

A small area dedicated to children was created next to the stairs to the upper floor. This playful space was covered with polycarbonate and with a double height, at which the lights of a design object fell. The lights reflected in the polycarbonate allude to a world of magic, imagination and creativity. The industrial style pendant lamp was designed specifically for the place.”

text. Stu.dere

location.Vila Meã – Amarante
year. 2020
architecture.stu.dere
photography.Ivo Tavares Studio