FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

Casa Covelo

Covelo House

Covelo House no Porto com Arquitectura Spaceworkers e fotografia

A Casa Covelo, é uma reinterpretação de umas casa geminadas nas típicas ilhas urbanas do Porto. O atelier Spaceworkers desenha um espaço contemporâneo marcado pela forte presença de uma escada que começa no balcão da cozinha.

Covelo House is a reinterpretation of the geminated houses in the typical urban islands of Oporto. The Spaceworkers atelier designs a contemporary space marked by the strong presence of a staircase that begins at the kitchen counter.

Covelo House no Porto com Arquitectura Spaceworkers e fotografia

INFORMAÇÃO TÉCNICA / TECHNICAL INFORMATION

ATELIER DE ARQUITETURA / ARCHITECTURE OFFICE
ARQUITETO RESPONSÁVEL / MAIN ARCHITECT
Henrique Marques e Rui Dinis
COLABORAÇÃO / COLABORATION
João Ortigão, Marco Santos e Tiago Maciel
LOCALIZAÇÃO / LOCATION
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA / YEAR OF CONCLUSION
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2) / TOTAL AREA
32m2
FOTÓGRAFO / ARCHITECTURAL PHOTOGRAPHER

DESCRIÇÃO DO PROJETO / PROJECT DISCRIPTION

"As ilhas urbanas são uma parte importante da história da cidade do Porto, tendo sido um tipo de habitação muito comum na cidade a partir do século XIX. Eram compostas por casas geminadas, construídas nos longos logradouro das casas burguesas. Eram casas pequenas, geralmente com uma porta e uma janela voltada para o corredor de acesso, através do qual se distribuíam todas as demais casas que constituíam a ilha. Originalmente, as ilhas urbanas foram construídas para alojar os trabalhadores pobres e respectivas famílias, que se deslocavam para a cidade à procura de trabalho. Com o passar dos anos, as ilhas urbanas tornaram-se superlotadas e insalubres, com condições de vida precárias. Na década de 1970, o governo português iniciou um programa de realojamento, com o objetivo de demolir as ilhas urbanas e realojar os seus habitantes em bairros sociais que se construíram na periferia da cidade. Embora muitas das ilhas tenham sido destruídas, muitas outras ainda permanecem na cidade fazendo parte da memória da mesma, tentando renovar-se na perspectiva de contrariar o lado mais impessoal que muitas vezes define os bairros sociais. É precisamente nessa tentativa que surge este projecto, uma oportunidade para repensar a habitação nestes espaços únicos e históricos da cidade. A base é uma dessas típicas casas geminadas das ilhas urbanas, com 4 metros de frente, 4 metros de profundidade, dois pisos, 3 janelas e uma porta. A intervenção proposta divide-se pelos dois pisos da casa, interligados através de uma escada contemporânea que nos transporta do espaço público - sala e cozinha - para o espaço privativo - quarto e wc. A sala e a cozinha são um só espaço, pontuado por uma das janelas da casa e fortemente marcado pela presença da escada, que começa no balcão na cozinha e termina num volume negro, através do qual cedemos ao piso superior. Aqui, encontra-se o quarto que coabita com um wc camuflado num volume espelhado, que amplia o espaço e reflecte a luz que entra pelas duas janelas. As paredes de pedra existentes são pintadas de branco aumentando a luminosidade no interior, às quais são justapostos elementos contemporâneos de cor contrastante, conferindo uma identidade única a esta pequena casa. Pelo exterior a intervenção denota-se pelo volume negro que enuncia a porta de entrada, assim como pela cor contrastante das novas portadas, colocadas em cada uma das janelas. " Texto fornecido pelo arquiteto
"Urban islands are an important part of the history of the city of Porto, having been a very common type of housing in the city from the 19th century onwards. They were composed of semi-detached houses, built in the long patio of the bourgeois houses. They were small houses, usually with a door and a window facing the access corridor through which all the other houses that made up the island were distributed. Originally, urban islands were built to house the working poor and their families, who moved to the city in search of work. Over the years, urban islands have become overcrowded and unhealthy, with poor living conditions. In the 1970s, the Portuguese government started a rehousing program, with the aim of demolishing the urban islands and relocating their inhabitants in social neighbourhoods that were built on the outskirts of the city. Although many of the islands have been destroyed, many others still remain in the city as part of its memory, trying to renew itself in the perspective of contradicting the more impersonal side that often defines social neighbourhoods. It is precisely in this attempt that this project arises, an opportunity to rethink housing in these unique and historic spaces of the city. The base is one of those typical semi-detached houses on urban islands, measuring 4 meters across, 4 meters deep, with two floors, 3 windows and a door. The proposed intervention is divided over the two floors of the house, which are interconnected through a contemporary staircase that transports us from the public space - living room and kitchen - to the private space - bedroom and bathroom. The living room and kitchen are a single space, punctuated by one of the house's windows and strongly marked by the presence of the staircase, which starts at the counter in the kitchen and ends in a black volume through which we reach the upper floor. Here is the bedroom that cohabits with a camouflaged bathroom in a mirrored volume that expands the space and reflects the light that enters through the two windows. The existing stone walls are painted white, increasing the luminosity inside, to which contemporary elements in a contrasting color are juxtaposed, giving each house a unique identity. From the outside, the intervention is denoted by the black volume that enunciates the entrance door, as well as by the contrasting color of the new shutters placed on each of the windows." Text provided by the architect

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