FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Mansardas da Praça 8 de Maio

Mansardas da Praça 8 de Maio, arquitetura Diana Bizarro da Tise

No projeto "Mansardas da Praça 8 de Maio," a arquiteta Diana Bizarro, da empresa TISEM, reabilita um edifício oitocentista na Figueira da Foz, unindo história e contemporaneidade com vistas para o Mondego.

Mansardas da Praça 8 de Maio, arquitetura Diana Bizarro da Tise

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Diana Bizarro
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
200 m2
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"Este projeto nasce da reabilitação da mansarda de um edifício oitocentista, com valor patrimonial, localizado no topo da Praça 8 de Maio, no coração da Figueira da Foz. De frente para o rio Mondego, o edifício – constituído por três pisos e sótão, de planta retangular, alçados simétricos e regulares e telhado de três águas – assume uma posição privilegiada na zona velha da cidade. A estrutura da cobertura e o telhado, ao apresentarem várias patologias, passam a representar uma oportunidade para repensar a planta deste último piso de modo profundo e integrado. Começa assim a ganhar vida o projeto Mansardas da Praça 8 de Maio, uma proposta com elementos modernos, que respeita a nobreza e história do edifício mas, simultaneamente, o rejuvenesce, ao transportar a frescura e leveza do rio e da praia, de fora para dentro. As principais preocupações passam por preservar e valorizar o espaço, melhorando a sua segurança, desempenho e conforto; otimizar a área habitável neste último piso, de modo a rentabilizar o investimento na sua conservação; e estabelecer um diálogo harmonioso entre o novo e o existente. A partir destas premissas definem-se os pressupostos base do projeto: Privilegiar as vistas sobre a praça e o rio. Reconstruir o telhado à imagem do existente – com três águas em telha marselha e caleira oculta; Conceber a nova estrutura sem comprometer a existente e de modo a contribuir para a sua estabilização, aumentando o tempo de vida do edifício; Usar a nova estrutura – a sua geometria, ritmo, métrica e matéria – como tema de projeto para caracterizar a arquitetura interior e ampliar a altura útil dos espaços; Introduzir luz e ar novo nas habitações, sem comprometer a harmonia global do edifício, pela abertura de trapeiras com cobertura em zinco, na alinhamento e frequência das janelas dos pisos inferiores; Reforçar a estrutura de madeira do pavimento do último piso, onde necessário, e reconstruir o soalho de madeira à imagem do existente. Posto isto, o projeto reformula os acessos ao piso em mansarda – escadas e elevador – e divide-o em dois apartamentos: um T1, composto por sala/cozinha em openspace, quarto, casa de banho completa e espaço técnico/arrumo; e um T2, que replica o mesmo esquema, com um quarto adicional e um pouco mais de área no openspace sala/cozinha, permitindo a introdução de uma ilha. Em ambos os apartamentos, as salas ocupam a fachada sul, com vistas para a praça e para o rio. Os restantes compartimentos orientam-se a poente, no caso do T1, e a nascente, no caso do T2, assegurando que todos os compartimentos habitáveis têm janela. O interior é caracterizado pelo ritmo e harmonia da grelha estrutural da cobertura, pela luminosidade das janelas refletida na brancura dos acabamentos interiores e pelo calor e textura da madeira natural, presente em todos os espaços, no chão e no teto. A arquitetura proposta é simples e despretensiosa, assente no princípio que cada intervenção deve refletir a visão, arte e técnica do seu tempo – o novo não adultera nem replica o existente, assume as diferenças e assegura continuidades, continuando a escrever a história do edifício. "
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