FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

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Pavilhão Industrial Planstone

Planstone Pavilhão Industrial Em Águeda Do Atelier De Arquitet do fotografo Ivo Tavares Studio

Edifício industrial inspirado numa das técnicas usadas pela empresa no fábrico de bases de duche e banheiras, o vacuum forming, este foi o ponto de partida do arquiteto Paulo Martins.

Planstone Pavilhão Industrial Em Águeda Do Atelier De Arquitet do fotografo Ivo Tavares Studio

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Paulo Martins
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
2543 m2
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO


"Este armazém industrial da Planstone está localizado em Águeda, Portugal, numa zona sem referências arquitectónicas e rodeado de paisagem florestal.

Sem referências relevantes e com um programa que se resume a uma zona de armazém de produto acabado, zona de cargas e zona de escritórios, a proposta pretende reflectir a simplicidade da solução, face à simplicidade dos requisitos.

Partindo da volumetria que nos permite usar o máximo de área destinada a armazém (função principal), um rectângulo, reservamos uma fracção desse espaço para os escritórios, na zona mais próxima da entrada. Essa zona de escritórios é a zona que marca a entrada do edifício, enquanto elemento de excepção, sendo que toda a volumetria é um elemento monolítico, simples e despretensioso.

Esse elemento de excepção surge na sequência da deformação do volume original, inspirado numa das técnicas usadas pela empresa no fabrico de bases de duche e banheiras, o vacuum forming. Esta deformação assume uma linguagem plástica muito forte, acentuada pelo uso da cor branca, por contraste ao cinza escuro do restante pavilhão e à semelhança da cor esbranquiçada que os materiais plásticos adquirem ao serem deformados. Igualmente deformada fica a malha quadriculada, originalmente sobreposta na volumetria, assumindo uma linguagem que acentua a deformação e cria uma dinâmica visual e formal que reforça o carácter humanizado dos escritórios.

Dando continuidade à linguagem usada no exterior, os materiais usados no interior são uniformes e com tonalidades neutras, sendo que um toque de aconchego é conseguido através do uso de madeira de carvalho, dando um carácter mais doméstico ao espaço, mas sem cortar contacto com a função principal, a de pavilhão industrial. Por esse motivo, existe um permanente contacto visual com o pavilhão e com a sua função de armazém, contacto esse que é levado ao extremo por uma enorme e contínua parede envidraçada na zona de recepção, assumindo contornos de exibicionismo e brio profissional. Estes momentos são repetidos ao longo da intervenção, de destacar também a janela da copa, semelhante a um quadro em movimento.

É um pavilhão cuja formalização assenta em contrastes, enquanto forma de valorização e humanização dos espaços, sejam eles industriais, comerciais ou habitacionais."
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