FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Antero de Quental 138

Antero Quental 138 no Porto do Arquitecto Jorge Domingues e foto

Antero de Quental na cidade do Porto tem uma reabilitação do arquiteto Jorge Domingues num edificio original do século XIX.

Antero Quental 138 no Porto do Arquitecto Jorge Domingues e foto

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Jorge Domingues
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
510m2
CONSTRUTORA
Tamiex
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"O edifício Antero de Quental 138 situa-se na rua que lhe dá nome, na cidade do Porto. O projeto foca-se em harmonizar a reabilitação do edifício, original do século XIX, com uma interpretação contemporânea dos elementos e uma otimização espacial do interior.  

O programa divide-se entre comércio, situado no piso de entrada e aberto para a rua, e habitação, com diferentes tipologias distribuídas pelos restantes quatro pisos.  

O projeto mantém o polígono de implantação do edifício pré-existente, acrescentando dois pisos (um deles recuado) aos três pisos existentes, de modo a criar uma harmonia volumétrica com a envolvente. Construtivamente, as lajes originais, em mau estado de conservação, foram substituídas por lajes de madeira, indiciando um princípio que permeia toda a obra de trabalhar com o sistema construído original e redesenhá-lo, replicando-o e adequando-o à tipologia interior. 

A fachada principal, virada a oeste, mantém os traços genéricos originais – os vãos e cantarias existentes foram mantidos e replicados - e recupera elementos como a guarda das janelas e a porta de entrada. Por sua vez, a fachada tardoz, virada a este, é redesenhada para manter uma relação de linguagem coerente com a fachada reabilitada da frente e, também, para redefinir a relação com o logradouro, desenhado como espaço comum ajardinado. A materialidade escolhida para ambas as fachadas é reboco pigmentado cinza-claro para garantir uma integração subtil na envolvente urbana.  

O acesso principal ao edifício é feito através do hall a partir do qual se acede tanto ao logradouro como às escadas de distribuição. Estas, construídas em madeira, mantêm o seu posicionamento original, centrado na planta, o que permite, nos pisos superiores, uma organização de duas tipologias por piso, voltadas quer para o arruamento quer para o logradouro. Ao nível do piso 1 e piso 2, foram projetados dois apartamentos de tipologia T1, e ao nível do piso 3 e 4 (este último recuado) dois apartamentos de tipologia T2 duplex. 

Nos apartamentos é utilizada, predominantemente, a cor branca que uniformiza todo o interior, complementado pela madeira, elemento essencial na reabilitação do edifício, utilizada quer como elemento estrutural quer como acabamento. As paredes mestras existentes em pedra granito são preservadas com tratamento a pintura à base de cal. Por contraste, nos dois pisos novos, é utilizado o gesso cartonado pintado a branco como material nas paredes confinantes para marcar a transição entre o pré-existente e o novo. 

A métrica da estrutura participa na organização espacial, criando alinhamentos e linhas mestres ao longo de todo o projeto que guiam a compartimentação e ajudam a definir todos os espaços. A escolha dos acabamentos é feita para trazer uma linguagem coesa a todo o interior; uma palete simples que conjuga pavimentos e estrutura de laje em madeira à vista, paredes interiores brancas e casas de banho em microcimento. "
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