DESCRIÇÃO DO PROJETO
"O edifício Antero de Quental 138 situa-se na rua que lhe dá nome, na cidade do Porto. O projeto foca-se em harmonizar a reabilitação do edifício, original do século XIX, com uma interpretação contemporânea dos elementos e uma otimização espacial do interior.
O programa divide-se entre comércio, situado no piso de entrada e aberto para a rua, e habitação, com diferentes tipologias distribuídas pelos restantes quatro pisos.
O projeto mantém o polígono de implantação do edifício pré-existente, acrescentando dois pisos (um deles recuado) aos três pisos existentes, de modo a criar uma harmonia volumétrica com a envolvente. Construtivamente, as lajes originais, em mau estado de conservação, foram substituídas por lajes de madeira, indiciando um princípio que permeia toda a obra de trabalhar com o sistema construído original e redesenhá-lo, replicando-o e adequando-o à tipologia interior.
A fachada principal, virada a oeste, mantém os traços genéricos originais – os vãos e cantarias existentes foram mantidos e replicados - e recupera elementos como a guarda das janelas e a porta de entrada. Por sua vez, a fachada tardoz, virada a este, é redesenhada para manter uma relação de linguagem coerente com a fachada reabilitada da frente e, também, para redefinir a relação com o logradouro, desenhado como espaço comum ajardinado. A materialidade escolhida para ambas as fachadas é reboco pigmentado cinza-claro para garantir uma integração subtil na envolvente urbana.
O acesso principal ao edifício é feito através do hall a partir do qual se acede tanto ao logradouro como às escadas de distribuição. Estas, construídas em madeira, mantêm o seu posicionamento original, centrado na planta, o que permite, nos pisos superiores, uma organização de duas tipologias por piso, voltadas quer para o arruamento quer para o logradouro. Ao nível do piso 1 e piso 2, foram projetados dois apartamentos de tipologia T1, e ao nível do piso 3 e 4 (este último recuado) dois apartamentos de tipologia T2 duplex.
Nos apartamentos é utilizada, predominantemente, a cor branca que uniformiza todo o interior, complementado pela madeira, elemento essencial na reabilitação do edifício, utilizada quer como elemento estrutural quer como acabamento. As paredes mestras existentes em pedra granito são preservadas com tratamento a pintura à base de cal. Por contraste, nos dois pisos novos, é utilizado o gesso cartonado pintado a branco como material nas paredes confinantes para marcar a transição entre o pré-existente e o novo.
A métrica da estrutura participa na organização espacial, criando alinhamentos e linhas mestres ao longo de todo o projeto que guiam a compartimentação e ajudam a definir todos os espaços. A escolha dos acabamentos é feita para trazer uma linguagem coesa a todo o interior; uma palete simples que conjuga pavimentos e estrutura de laje em madeira à vista, paredes interiores brancas e casas de banho em microcimento. "
O programa divide-se entre comércio, situado no piso de entrada e aberto para a rua, e habitação, com diferentes tipologias distribuídas pelos restantes quatro pisos.
O projeto mantém o polígono de implantação do edifício pré-existente, acrescentando dois pisos (um deles recuado) aos três pisos existentes, de modo a criar uma harmonia volumétrica com a envolvente. Construtivamente, as lajes originais, em mau estado de conservação, foram substituídas por lajes de madeira, indiciando um princípio que permeia toda a obra de trabalhar com o sistema construído original e redesenhá-lo, replicando-o e adequando-o à tipologia interior.
A fachada principal, virada a oeste, mantém os traços genéricos originais – os vãos e cantarias existentes foram mantidos e replicados - e recupera elementos como a guarda das janelas e a porta de entrada. Por sua vez, a fachada tardoz, virada a este, é redesenhada para manter uma relação de linguagem coerente com a fachada reabilitada da frente e, também, para redefinir a relação com o logradouro, desenhado como espaço comum ajardinado. A materialidade escolhida para ambas as fachadas é reboco pigmentado cinza-claro para garantir uma integração subtil na envolvente urbana.
O acesso principal ao edifício é feito através do hall a partir do qual se acede tanto ao logradouro como às escadas de distribuição. Estas, construídas em madeira, mantêm o seu posicionamento original, centrado na planta, o que permite, nos pisos superiores, uma organização de duas tipologias por piso, voltadas quer para o arruamento quer para o logradouro. Ao nível do piso 1 e piso 2, foram projetados dois apartamentos de tipologia T1, e ao nível do piso 3 e 4 (este último recuado) dois apartamentos de tipologia T2 duplex.
Nos apartamentos é utilizada, predominantemente, a cor branca que uniformiza todo o interior, complementado pela madeira, elemento essencial na reabilitação do edifício, utilizada quer como elemento estrutural quer como acabamento. As paredes mestras existentes em pedra granito são preservadas com tratamento a pintura à base de cal. Por contraste, nos dois pisos novos, é utilizado o gesso cartonado pintado a branco como material nas paredes confinantes para marcar a transição entre o pré-existente e o novo.
A métrica da estrutura participa na organização espacial, criando alinhamentos e linhas mestres ao longo de todo o projeto que guiam a compartimentação e ajudam a definir todos os espaços. A escolha dos acabamentos é feita para trazer uma linguagem coesa a todo o interior; uma palete simples que conjuga pavimentos e estrutura de laje em madeira à vista, paredes interiores brancas e casas de banho em microcimento. "



























