FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

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Feita de tijolo à vista e abraçada pelo betão esta é a Casa HC, desenhada pela arquiteta Sónia Cruz.

Casa HC em Aveiro de Sonia Cruz Arquitectura e fotografias de Ivo Tavares Studio

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Sónia Cruz
COLABORAÇÃO
Rui Vieira
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
380m2
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"A base de trabalho é um programa de uma habitação unifamiliar de 2 pisos que responda a vivências urbanas, e uma parcela em zona expectante de expansão da cidade de Aveiro. A implantação da construção é condicionada pela exposição solar, morfologia da parcela e perfil do arruamento. O volume surge da intenção de virar os compartimentos para sul, passando o programa complementar para norte. Deste lado, onde o volume se encosta ao limite do terreno, o corpo é estreito semelhante à escala das parcelas vizinhas e, à medida que se percorre a rua, o verdadeiro volume da habitação é revelado. Pretende-se a leitura de um volume regular e estático envolto por uma cinta de betão aparente. Esta cinta, plástica, assume a relação com os limites da parcela e proporciona uma leitura distinta consoante o ângulo de aproximação ao objeto construído. Ao mesmo tempo que é pala, pérgola, guarda e peitoril, este elemento tem uma função estética desconstrutiva do volume principal conferindo-lhe leveza e controlo de escala. O revestimento com tijolo face à vista, cor cinza, aproxima a matéria aos tons terra, enquadrando nos campos envolventes e destacando a cinta. A organização interior da casa é pragmática e intuitiva. No encosto situa-se a garagem que permite acesso à habitação pela entrada principal e pela cozinha num percurso de serviço que atravessa a lavandaria. A entrada concretiza- se a par com a garagem. É um ponto rótula do programa da casa onde distribui para a área social, percorrendo o corredor, ou a zona íntima subindo a escada. A área social é composta por sala e cozinha que se relacionam entre si, embora possam constituir espaços independentes. O exercício de encerrar e abrir os espaços busca a sua flexibilização e adaptabilidade a novas vivências/situações. Ainda no piso térreo, encontram-se uma instalação sanitária (IS) de serviço e um quarto com IS. Este último será o espaço que assumirá um propósito mais volátil. No piso superior situam-se 2 quartos que partilham uma varanda a sul e são servidos por uma IS, e, a nascente, o quarto principal com zona de vestir, IS e pátio. Este pátio serve como espaço íntimo do quarto principal e forma de iluminar os espaços de circulação. Os espaços interiores têm uma permanente relação com o exterior através dos vãos, pátios e alpendres. A caixilharia escolhida, sistema galandaje, concretiza uma ligação franca sem obstáculos. Na conceção dos espaços deu-se primazia a materiais e equipamentos de produção nacional, como o tijolo face à vista, caixilharia, cerâmicos, equipamentos sanitários e carpintarias. O comportamento energético da casa é beneficiado pela exposição solar, sendo necessário acionar o aquecimento por mecanismos ativos apenas nos 2 meses mais frios. Este desempenho é assistido por um sistema de ventilação mecânica controlada de duplo fluxo. Na época quente, a incidência solar é controlada pela cinta de betão que protege os vãos do piso térreo, pelos estores térmicos exteriores e ventilação."
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