FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Uma história de amor entre o granito e o betão numa quinta portuguesa na Serra da Estrela.

Casa na Mora na Guarda com Arquitectura Filipe Pina Arquitectura

INFORMAÇÃO TÉCNICA

LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
320m2
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"Localizada num abrigo natural no vale do sopé da Serra da Estrela, e próximo da freguesia de Gonçalo, numa zona igualmente conhecida pelo nome de Mora, a propriedade agrícola, com aproximadamente 18 hectáres, rodeada de uma densa floresta de espécies pináceas, apresenta-se cuidada e preservada, nomeadamente através da actividade agrícola nela desenvolvida.

No centro destaca-se uma pequena pré-existência de granito construída em meados do século XX, a qual foi tomada como ponto de partida para este novo projecto. A necessidade de um novo programa Habitacional não podia descorar a actividade desenvolvida na quinta, pelo que, num primeiro gesto optou-se por separar o antigo do novo.

Contudo, as condicionantes e morfologia do terreno, fortemente marcada por vários socalcos, conjugados com as exigências e a ideologia do programa, encaminharam para a solução de ampliação da habitação.

De forma natural surgem dois novos volumes de betão aparente, implantados num socalco existente, que “namoram” com a pré-existência, permitindo o desenrolar fluído do programa habitacional e agrícola vivido nesta quinta beirã.

Assim, na zona vulgarmente conhecida por Mora, nasceu a casa NaMora, onde a massa de betão que contem o novo programa “namora” formalmente com o corpo de granito existente em total harmonizando-se com a paisagem envolvente.

O programa foi claramente divido em dois momentos: arrumos, zona técnica, instalação sanitária de serviço e cozinha, localizados na pré-existencia, completamente dedicada à memória e vivência da quinta. Sala de estar, quartos, suite e espaço exterior de lazer integram a parte nova da habitação.

No interior procurou-se a neutralidade, simplicidade e pureza dada pelos materiais e pela ilusão da ausência de detalhe. A ideia de interioridade traduz-se no controlo das aberturas para vistas e enquadramentos seleccionados e pátios estrategicamente localizados.

A escala da intervenção e a identidade natural do sítio estiveram sempre presentes, quer na escolha do sistema construtivo, quer na materialidade introduzida: pedra, betão, aço e madeira. No interior, o branco e o conforto da madeira equilibram a presença crua e austera do betão aparente. No exterior, pedra e betão são esculpidos da mesma forma, numa reinterpretação da arquitectura vernacular desta região. "
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