FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

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Clínica de fisioterapia – Fisiminho

Fisiminho em Braga com Arquitectura L2CArq e fotografias de Ivo

A Clínica de Fisioterapia e Reabilitação Fisiminho em Braga, projetada pelo atelier L2C Arquitetura, surpreende com sua arquitetura industrial que contrasta com a delicadeza dos cuidados terapêuticos.

Fisiminho em Braga com Arquitectura L2CArq e fotografias de Ivo

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Luis Cunha
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
1140 m2
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"O terreno localiza-se em Braga, na freguesia de Dume, perto do estádio municipal de Braga. Este local, marcado por alguma construção dispersa, necessitava de um edifício que fizesse frente de rua e que organizasse de certa forma as construções futuras. A oportunidade surgiu quando fomos contactados pela Fisiminho, que pretendia construir neste local uma clínica de fisioterapia e reabilitação com centro de alto rendimento para desportistas.

A diferença de cotas de cerca de 1,80m ao longo da rua de São Martinho e uma rua proposta no pdm que atravessava o lote tiveram um papel importante na formulação da proposta. Na cota mais elevada encontramos o ponto de concordância entre a rua e a base onde o edifício deveria pousar.

Com estes pressupostos, a ideia teve a sua concretização através da proposta de uma forma relativamente simples. Organizado segundo um eixo paralelo à rua de são martinho e desenvolvido em dois níveis, a sua forma volumétrica assemelha-se a um paralelepípedo pousado sobre a cota mais alta do terreno. As aberturas, colocadas de forma aparentemente aleatória atribuem mais dinamismo aos alçados contrastando com a simplicidade volumétrica predominante.

A subtração volumétrica no corpo principal proporciona um espaço exterior coberto e marca as entradas. O edifício está dividido em duas entradas distintas e independentes. Uma de acesso à clínica de fisioterapia, localizada no rés-do-chão e a outra de acesso ao centro de alto rendimento localizado no piso superior.

Pensa-se que, com este procedimento, todo o edifício possa vir a contribuir de uma forma positiva com toda a envolvente, tornando-a passível de uma maior/melhor utilização/função, contribuindo para uma melhoria do espaço público. No essencial, procurou-se, através da prática da edificação, a obtenção de uma imagem de fachada e de volume de grande simplicidade e rigor geométrico que refletisse, por um lado, os diferentes valores de uso dos espaços interiores e, por outro, uma relação entre a solução tipológica adotada e o terreno. Todas estas preocupações refletem-se obviamente não só na formulação do volume proposto, no ritmo, disposição e transparência das aberturas (vãos), nos materiais (chapa perfilada preta), muros e paredes em betão à vista, pavimentos exteriores em cubo de granito, caixilharias de alumínio, revestimentos em painéis de madeira nas zonas das entrada e aço/ferro pintado nos portões, nos planos criados, na hierarquia espacial a eles associada, bem como, de uma forma geral, na caracterização e definição dos espaços exteriores e sua relação com o interior.

Pretendeu-se uma solução de conceção arquitetónica contemporânea que, pela extrema simplicidade de linguagem adotada, pudesse assumir uma forte clareza formal e volumétrica, privilegiando, tal como se referiu, a relação do edifício com o terreno e a envolvente onde se insere."
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