FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

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A Casa do Alpendre, desenhada pela Vasco Burnay Arquitectura, destaca-se como uma casa cor-de-rosa em Vila Franca de Xira. Através de uma engenhosa planta em "L", a moradia protege-se da envolvente industrial e abre-se a Sul, criando um pátio luminoso onde o longo alpendre dialoga com a piscina.

Moradia com fachada em estuque rosa e cobertura em chapa metálica bege, com pessoa na varanda — Casa do Alpendre arquitectura Vasco Burnay Arquitectura fotografia Ivo Tavares

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Vasco Burnay
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
250m²
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"A Casa do Alpendre foi desenvolvida sobre a “folha branca” de um lote vazio na Quinta da Coutada, em Vila Franca de Xira. Este loteamento caracteriza-se por uma grande diversidade arquitectónica, sem uma linguagem uniforme ou relação evidente entre as construções. Na proximidade do lote destaca-se ainda a presença de uma unidade industrial, marcada por grandes coberturas e fachadas revestidas com diferentes tipos de chapeamento metálico. A estratégia de implantação da casa em “L” procura responder a vários condicionantes. Em primeiro lugar, estabelecer uma frente de rua capaz de integrar a proposta na lógica urbanística do loteamento, sem revelar imediatamente a verdadeira dimensão da sua volumetria. Em segundo lugar, esta implantação, através de um braço longitudinal, permite proteger a casa da exposição a Norte, orientando os espaços de uso comum para Sul. No mesmo gesto, consegue também “virar costas” à presença da grande instalação industrial implantada no tardoz do quarteirão, a Norte. Desta forma, a implantação em “L” permite orientar as zonas de dormir a Nascente e as zonas de estar a Sul/Poente, gerando um espaço exterior resguardado da envolvente e voltado ao Sol, assumindo-se como um núcleo central de privacidade, espaço e luz. Ao longo do braço mais comprido desenvolve-se um alpendre contínuo voltado a Sul — uma extensão habitável da casa, simultaneamente espaço de permanência, circulação e proteção climática. No lado oposto, uma rampa acompanha o declive natural do terreno e cose as diferentes cotas exteriores. Em termos programáticos, a casa organiza-se através de uma separação clara entre os usos sociais e íntimos, dedicando o volume longo às áreas sociais e o volume curto às áreas privadas. Em ambos os volumes tira-se partido da configuração das coberturas em duas águas para criar dois espaços de sótão habitáveis. Assim, a sala de estar e a cozinha ocupam o espaço contínuo do volume maior, sem barreiras visuais, sob o amplo desvão da cobertura. Perpendicularmente a este volume distribuem-se quatro quartos com instalações sanitárias individuais e um closet partilhado por dois deles. Na intersecção entre os dois volumes localizam-se os átrios de circulação, a despensa, o lavabo social e a escada de acesso ao sótão do volume principal. O sótão do volume menor é acessível através do quarto de topo, onde uma escada em carpintaria funciona simultaneamente como elemento de acesso e como armário/estante. Ao nível da cobertura integra-se ainda um terraço técnico destinado aos equipamentos e infraestruturas necessárias ao funcionamento da casa. No espaço exterior localizam-se a lavandaria e uma instalação sanitária, ambas sob a continuação da cobertura de duas águas do volume principal. Num patamar superior implanta-se a piscina e, por fim, na cota mais baixa junto à frente de rua, organiza-se o terreiro destinado ao estacionamento de três veículos."

Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.

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