FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

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TerraSense Mountain Charm Retreat

Exterior: Rebanho de cabras a pastar perto da casa com revestimento em pedra e betão. — TerraSense Mountain Charm Retreat arquitetura DRK Atelier em Guarda

TerraSense Mountain Charm Retreat, do Atelier DRK, reinventa a casa de montanha em xisto e betão na Serra da Estrela, criando um hotel de agro-turismo contemporâneo profundamente ligado à paisagem.

Exterior: Rebanho de cabras a pastar perto da casa com revestimento em pedra e betão. — TerraSense Mountain Charm Retreat arquitetura DRK Atelier em Guarda

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Diogo Aguiar Almeida
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
510.00m2
FISCALIZAÇÃO
Atelier DRK
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"No coração do Parque Natural da Serra da Estrela, entre o silêncio mineral das montanhas e a vastidão de um céu que respira devagar, ergue-se o desejo de devolver alma a dois edifícios esquecidos — reconstituí-los não como ruínas resgatadas, mas como lugares vivos, preparados para acolher o TerraSense Mountain Charm Retreat, um projecto de agro-turismo e hotelaria enraizado no tempo e na terra. Sonhado como projecto de vida pela Proprietária do hotel, este gesto arquitectónico procura conciliar a exigência de uma elevada qualidade espacial com a envolvência singular da paisagem — um lugar de silêncio profundo, de isolamento genuíno, e simultaneamente, de rigorosas condicionantes legais por que o resguardam quase como um santuário. É neste equilíbrio delicado entre aspiração e território que surge o conceito orientador de todo o projecto: a reinterpretação da casa de montanha. Não se trata de imitar o passado, mas de o escutar. Respeitando a matriz original dos edifícios, reconstruídos em xisto — a pedra ancestral da região — procurou-se introduzir uma linguagem contemporânea, contida e intencional. Com um gesto único e depurado, que assume o tempo presente, afirmando-se como uma intervenção silenciosa da sua época, sem apagar a memória construída. Os espaços interiores mantêm subtis ressonâncias das casas originais, mas reinventam-se através das novas relações e intersecções espaciais que os atravessam entre volumes, luzes e percursos. Assim, definem-se diferentes unidades de alojamento do hotel, emergindo como mundos próprios, cada uma distinta, com carácter e identidade próprios, oferecendo a quem as habita uma experiência exclusiva e íntima, quer nas áreas do edifício principal, quer seja na villa que se desenha à parte, mas em consonância. As dificuldades inerentes ao local e às exigências da sua protecção transformaram-se em oportunidade criativa. O resultado são volumes que, ancorados na tradição através do uso do xisto, se projectam no presente com extensões em betão aparente, suspensas e afirmativas que flutuam e se projetam na paisagem. Estes corpos abrem-se generosamente à montanha, rasgam vistas, deixam entrar a luz, os cheiros e os sons — permitindo uma ocupação sensorial, plena e tranquila do espaço. Um lugar onde se habita o tempo com serenidade, e onde a natureza é presença contínua e essencial. Mais do que alojamento, este é um hotel de permanência e contemplação, onde a arquitectura não se impõe, mas escuta, interpreta e amplifica a presença da montanha. "
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.

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