FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Adega Vinhos Borges

Entrada: Fachada principal com revestimento cor de vinho, janelas horizontais e nome "BORGES" em letras douradas. — Adega Vinhos Borges arquitetura Em Paralelo em Vila Real

Adega Vinhos Borges, por Em Paralelo, nasce no coração do Douro como um diálogo entre o xisto regional, painéis metálicos em tons de vinho profundo e a luz quente da paisagem.

Entrada: Fachada principal com revestimento cor de vinho, janelas horizontais e nome "BORGES" em letras douradas. — Adega Vinhos Borges arquitetura Em Paralelo em Vila Real

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Arq.ª Cristina Vaz Santos e Arq.º Paulo Rodrigues
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
4000 m2
FISCALIZAÇÃO
Em paralelo
PAISAGISMO
Em Paralelo
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

“Sociedade de Vinhos Borges, S.A. Adega Borges — Arquitetura do Tempo e da Terra Em Sabrosa, no coração do Douro Vinhateiro, nasce a nova Adega Borges, um projeto que procura traduzir em arquitetura a essência do vinho: o tempo, a matéria e a paisagem. Mais do que um edifício industrial, esta adega é pensada como um lugar de transformação e memória, onde a uva se torna património e o território encontra a sua forma construída. A proposta resulta da junção e reorganização de dois lotes, unificando-os numa única volumetria coerente, capaz de acolher todo o processo produtivo da marca Vinhos Borges, uma das mais antigas e reconhecidas casas do Douro. Esta intervenção não pretende apenas otimizar a área disponível — que totaliza cerca de 4000 m² ao nível do rés do chão, com uma cave de 1000 m² e um mezanino de 328 m² , mas sobretudo construir uma nova imagem de conjunto, harmoniosa e integrada na topografia sinuosa da região. A implantação resulta de um diálogo atento com o terreno, marcado por uma pendente natural de norte para sul. A arquitetura encontra o seu eixo a meio do lote, equilibrando o edifício entre o solo e o horizonte. Assim, a norte a construção surge mais abrigada, parcialmente enterrada; a sul, eleva-se ligeiramente, permitindo ventilação natural e uma leitura leve da volumetria. A matéria é o primeiro gesto poético do projeto. O xisto da região reveste partes do edifício, ancorando-o ao solo e lembrando as encostas do Douro. Os painéis metálicos em tonalidades vínicas complementam este gesto, refletindo as cores profundas do vinho e a luz quente da paisagem. Grandes panos de vidro abrem o edifício ao exterior, transformando a fachada principal numa janela sobre o território — onde o interior e o vale conferenciam num jogo subtil de reflexos e transparências. No interior, o espaço organiza-se em função do processo produtivo. A zona central é o coração da adega, onde repousam as cubas de inox de grande porte, envoltas por passadiços de manutenção que revelam o rigor técnico e a dimensão quase escultórica do ato de vinificar. Nas extremidades e no mezanino, encontram-se as áreas administrativas e sociais, pensadas com o mesmo cuidado que define o conjunto. A cobertura, de cércea uniforme, preserva a sobriedade da volumetria, enquanto ligeiros desníveis interiores permitem um pé-direito superior a sete metros, necessário à escala do processo de fermentação. No exterior, pequenos intervalos verdes entre volumes desmaterializam a fachada e integram o edifício na paisagem, criando um ritmo visual que respira com o terreno. A Adega Borges é, assim, mais do que um edifício: é um manifesto silencioso sobre o tempo e a matéria. Entre o xisto e o vinho, entre a luz e a sombra, entre o gesto humano e o ciclo da natureza, a arquitetura torna-se continuação da vinha — o espaço onde a terra se converte em legado.” Escrito pelo atelier de arquitetura "
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.
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