FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Casa dos Sobreiros II

Exterior: Fachada minimalista branca com grandes janelas refletindo a paisagem. — Casa dos Sobreiros II arquitetura Urbanpolis em Póvoa de Varzim

Casa dos Sobreiros II, do atelier Urbanpolis, é uma casa minimalista na Póvoa de Varzim, estruturada por dois eixos que valorizam luz constante, percursos claros e continuidade espacial. Um projeto que promove um quotidiano tranquilo e fluido.

Exterior: Fachada minimalista branca com grandes janelas refletindo a paisagem. — Casa dos Sobreiros II arquitetura Urbanpolis em Póvoa de Varzim

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Alexandre Pontes
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
337,16 m2
CONSTRUTORA
Urbanpolis – Construções e Empreendimentos, Lda
FISCALIZAÇÃO
Urbanpolis – Construções e Empreendimentos, Lda
ENGENHARIA
Urbanpolis – Construções e Empreendimentos, Lda
PAISAGISMO
Urbanpolis – Cliente
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"A Casa dos Sobreiros II assume a ambição de criar uma habitação que concilie simplicidade formal, rigor construtivo e uma vivência quotidiana atravessada pela luz e pela relação fluida entre interior e exterior. Dois eixos principais organizam o edifício e desenham a experiência espacial. O eixo transversal, que acolhe a entrada, é marcado por um pátio interior que introduz luz natural no coração da casa e qualifica os espaços de circulação. O eixo longitudinal, orientado ao jardim a sul, estabelece a relação visual permanente com o exterior e articula o percurso que conduz aos quartos no piso superior. Estes dois vetores definem a ordem do projeto: um sistema claro de cheios e vazios, de transparências e opacidades, que estrutura a relação entre vida social e vida privada. No rés-do-chão concentram-se os espaços sociais, totalmente abertos ao jardim, transformando-o numa extensão natural da sala e da cozinha. O open space, iluminado por grandes planos envidraçados, reforça a ideia de continuidade e favorece a convivência familiar e a experiência do habitar. Esta relação é ainda acentuada pela suspensão da volumetria superior, que cria zonas de sombra e abrigo, conferindo conforto térmico e enaltecendo a vivencia exterior. No piso superior, os espaços privados organizam-se ao longo de uma galeria longitudinal iluminada por um vão vertical que articula os dois pisos conferindo amplitude e luminosidade. As varandas e recuos presentes nos quartos garantem privacidade, sem sacrificar a luz que atravessa todos os compartimentos. A entrada principal faz-se lateralmente, permitindo que o percurso do visitante seja uma descoberta gradual da volumetria. Esta solução evita a exposição direta aos espaços sociais, reforça a privacidade dos habitantes e valoriza a experiência arquitetónica. Na fachada principal, orientada a sul, a grande suspensão marca a identidade da casa. A ligeira inclinação da parede da suite introduz uma tensão subtil no volume, captando melhor a luz e conferindo dinamismo à composição. A fachada lateral revela um jogo de volumes sobrepostos, recortados para acolher a entrada, criando uma dinâmica de cheios e vazios que reforça a expressão volumétrica. A fachada norte apresenta-se como um plano quase cego, onde a única abertura de acesso contrasta com a luminosidade interior, enaltecendo a simplicidade formal e o carácter introspetivo desta frente. A materialidade e os sistemas de arrumação embutidos baseiam-se na sobriedade e na precisão: superfícies contínuas brancas, caixilharias de perfil mínimo, amplos envidraçados e pavimentos uniformes reforçam a intenção de criar um ambiente depurado e puro. A iluminação — discreta, embutida, alinhada com os eixos geométricos — prolonga à noite a leitura da casa enquanto objeto volumétrico, sublinhando sombras, profundidades e proporções. Em síntese, a Casa dos Sobreiros II é um exercício de equilíbrio entre forma, função e luz. A clareza volumétrica, a articulação cuidadosa entre privacidade e abertura, e a relação permanente com o exterior traduzem uma abordagem arquitetónica que procura intensidade na simplicidade e conforto na precisão. Mais do que um objeto construído, a casa propõe uma experiência de habitar única, centrada na serenidade, na luz e na continuidade espacial. "
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.
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