FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO

Costa Cabral Building, dos ateliers de arquitetura ENTRETEMPOS e ATA Atelier no Porto, distingue-se por uma fachada de betão com varandas irregulares que saem do plano e por um saguão central que atravessa o edifício de cima a baixo, trazendo luz e ventilação natural a todos os andares. Por dentro, madeira e calor doméstico em contraste com o betão da fachada.

Vista aérea noturna do edifício, com a cobertura recuada e vãos iluminados, integrado na malha urbana — Costa Cabral Building arquitectura ENTRETEMPOS + ATA Atelier fotografia Ivo Tavares

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Vitor Preto Fernandes e Tiago Antero
COLABORAÇÃO
Abilio Silva, Maria Rodrigues, Stefano Morini
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
1400 m2
CONSTRUTORA
ENTRETEMPOS
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"O projeto assume o papel de colmatação de um vazio na malha do arruamento através da construção de uma edificação que teve como referência as cérceas, os alinhamentos e os princípios compositivos das edificações adjacentes. Projetou-se por isso um edifício que se implanta à face da rua, em consonância com a morfologia dominante da rua, mas que termina num último piso recuado, assegurando tanto a continuidade a norte como a transição volumétrica a sul.

Face às dimensões do lote - estreito mas profundo – são localizados na faixa central do edifício dois elementos estruturantes na sua organização planimétrica e altimétrica: os acessos verticais e um saguão que se desenvolve a toda a altura edifício. Este assume um papel determinante na função bioclimática do projeto pois permite a introdução de iluminação natural nos compartimentos internos de cozinhas e instalações sanitárias, torna possível a ventilação transversal dos apartamentos e, através do portão de gradil de acesso à cave, permite a admissão de ar natural a todo o edifício. A adoção desta solução passiva resulta numa melhoria significativa da eficiência energética do edifício, traduzindo-se tanto numa melhoria das condições de conforto das habitações como numa redução da dependência de sistemas mecânicos convencionais.

A composição dos alçados procura reinterpretar os elementos construtivos verticais e horizontais da envolvente através da utilização de um único material com acabamentos distintos: no caso do primeiro, através de painéis pré-fabricados de betão, dispostos em diferentes planos, num tetris calculado, e, no caso do segundo, através do betão aparente in situ, para as marcações das lajes, das varandas irregulares ou ainda das platibandas salientes. O piso térreo procura a permeabilidade visual, sem pudor de expor o seu interior à rua.

Por fim, o logradouro divide-se em duas partes de dimensões semelhantes, uma com acesso direto pelo piso térreo, e a outra, através de um passadiço à cota do piso superior, numa estratégia mais democrática de acesso à área ajardinada."

Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.

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