DESCRIÇÃO DO PROJETO
INTRODUÇÃO
A Câmara Municipal de Torres Novas pretende desenvolver um projecto de reabilitação na Rua dos Ferreiros e Rua Actriz Virgínia, através de uma construção num terreno com área total de intervenção com cerca de 432.25m², de modo a valorizar o seu património e adaptá-lo às novas necessidades e expectativas da cidade. A intervenção proposta diz respeito ao estudo prévio de um edifício destinado a habitação. Está localizado em área de reabilitação urbana “ARU Torres Novas – centro histórico” aprovada pela Assembleia Municipal a 12 de Novembro e Publicado a 16 de Dezembro, em D.R. 2.ª série – N.º 242, o Aviso n.º 14072/2014. As construções outrora existentes, foram demolidas por demonstrar risco de colapso. O seu estado de degradação de nível elevado colocava em perigo a queda do edificado para a frente urbana e colocava em causa o local e os transeuntes.
PROPOSTA
Esta memória descritiva pretende complementar a informação gráfica que dá resposta ao solicitado pelo Caderno de Encargos e Programa Base. Um edifício que reconstrói a esquina da Rua dos Ferreiros com a Rua Actriz Virgínia e que garante a continuidade altimétrica dominante na Rua dos Ferreiros (3 Pisos). Optouse por regularizar a frente urbana estabelecendo continuidade na fachada evitando inflexões e geometrias pouco claras para a fachada da Rua dos Ferreiros, criando esta cedência para o arruamento maior salubridade na Rua dos Ferreiros, bem como segurança de locomoção pedonal e acesso ao edifício. O edifício habitacional multifamiliar é orientado para um segmento de arrendamento com custos controlados e acessíveis, defendendo que a melhoria das condições de habitação de custos controlados deve assentar no equilíbrio entre a escassez de recursos económicos e a salvaguarda da dignidade dos beneficiários, passando pela criação de tipologias com características mais contemporâneas, mas também a sua relação com o tecido urbano do centro histórico. Trata-se de uma construção nova e não mimetizar uma linguagem arquitectónica outrora existente na sua forma original. Pretende-se com este projecto cumprir uma regra da arquitectura, quase sempre constante ao longo do tempo, que se apoia no reencontro de uma relação justa e equilibrada com o passado tornando-se portanto indispensável, sobre o qual este projecto assenta. Com uma atitude contemporânea, procurou-se uma completa integração no conjunto urbano, optando em manter alguns dos seus elementos caracterizadores como a métrica dos vãos propostos remonta à memória da bela fachada da casa outrora existente.
Este projecto de arquitectura, resume-se à construção de um edifício de 3 pisos de habitação nova de 6 apartamentos de custos controlados, de tipologias T2 e T1.
O edifício articula-se em três pisos acima do solo, sendo cada piso constituído por dois apartamentos de Tipologia T2 esquerdo e T1 direito. O último piso sendo ele também a cobertura do edifício e com a estratégia de quebrar a escala de um edifício com três pisos, optou-se por um piso amansardado e com revestimento em telha plana.
O largo, que se desenha com o edifício é em calçada portuguesa calcária com geometria regular. A pedra de basalto escura permite um desenho que na escala e leitura do utilizador cria um desenho abstrato. Contudo, numa escala aérea existe um tributo à Actriz Virginia com o desenho do seu perfil que deu nome à rua, ao projecto, ao largo sendo uma figura impar e de origem Torrejana.
As caixilharias serão em PVC à cor branco e genericamente de abrir
O acabamento exterior das paredes será em pedra calcária da região mantendo o embasamento do edifício e o uso do azulejo como revestimento das fachadas, conferindo uma vibração da sua textura consoante a evolução do dia e exposição solar, permitindo este material uma maior durabilidade e evita manutenções frequentes nas paredes exteriores, conferindo ao centro histórico um edifício atemporal. A cobertura será inclinada amansardada e revestida a telha plana.
As opções técnicas do projecto, nomeadamente a escolha de materiais e acabamentos, foram estudadas e consideradas na perspectiva de optimização dos custos inerentes à sua construção, ciclo de vida dos materiais e do edifício, redução de manutenção futura e uniformização da imagem urbana arquitectónica que estabelece o enquadramento de várias escalas e programas no local. A estratégia pretende homogeneizar e qualificar o lugar.
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.

















































