FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Edifício Actriz Virgínia, do atelier Adarq de André David, reconstrói uma esquina no centro histórico de Torres Novas com azulejo cerâmico branco e embasamento em pedra calcária. No largo que o edifício desenha, a calçada portuguesa traça o perfil da atriz que deu nome ao lugar.

Fachada em azulejo branco e cobertura amansardada em telha plana. Base em pedra calcária e pavimento em calçada portuguesa com desenho — Edifício Actriz Virginia arquitectura Adarq – André David Arquitecto fotografia Ivo Tavares

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
André David
COLABORAÇÃO
Andreia Teixeira, Jessica Duarte, Agnieszka Izabela
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
566.65 m²
TÉRMICA
Eng. Helder F.
IDENTIDADE VISUAL
Adarq – André David Arquitecto
ILUSTRAÇÕES
Adarq – André David Arquitecto
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

INTRODUÇÃO

A Câmara Municipal de Torres Novas pretende desenvolver um projecto de reabilitação na Rua dos Ferreiros e Rua Actriz Virgínia, através de uma construção num terreno com área total de intervenção com cerca de 432.25m², de modo a valorizar o seu património e adaptá-lo às novas necessidades e expectativas da cidade. A intervenção proposta diz respeito ao estudo prévio de um edifício destinado a habitação. Está localizado em área de reabilitação urbana “ARU Torres Novas – centro histórico” aprovada pela Assembleia Municipal a 12 de Novembro e Publicado a 16 de Dezembro, em D.R. 2.ª série – N.º 242, o Aviso n.º 14072/2014. As construções outrora existentes, foram demolidas por demonstrar risco de colapso. O seu estado de degradação de nível elevado colocava em perigo a queda do edificado para a frente urbana e colocava em causa o local e os transeuntes.

PROPOSTA

Esta memória descritiva pretende complementar a informação gráfica que dá resposta ao solicitado pelo Caderno de Encargos e Programa Base. Um edifício que reconstrói a esquina da Rua dos Ferreiros com a Rua Actriz Virgínia e que garante a continuidade altimétrica dominante na Rua dos Ferreiros (3 Pisos). Optouse por regularizar a frente urbana estabelecendo continuidade na fachada evitando inflexões e geometrias pouco claras para a fachada da Rua dos Ferreiros, criando esta cedência para o arruamento maior salubridade na Rua dos Ferreiros, bem como segurança de locomoção pedonal e acesso ao edifício. O edifício habitacional multifamiliar é orientado para um segmento de arrendamento com custos controlados e acessíveis, defendendo que a melhoria das condições de habitação de custos controlados deve assentar no equilíbrio entre a escassez de recursos económicos e a salvaguarda da dignidade dos beneficiários, passando pela criação de tipologias com características mais contemporâneas, mas também a sua relação com o tecido urbano do centro histórico. Trata-se de uma construção nova e não mimetizar uma linguagem arquitectónica outrora existente na sua forma original. Pretende-se com este projecto cumprir uma regra da arquitectura, quase sempre constante ao longo do tempo, que se apoia no reencontro de uma relação justa e equilibrada com o passado tornando-se portanto indispensável, sobre o qual este projecto assenta. Com uma atitude contemporânea, procurou-se uma completa integração no conjunto urbano, optando em manter alguns dos seus elementos caracterizadores como a métrica dos vãos propostos remonta à memória da bela fachada da casa outrora existente.

Este projecto de arquitectura, resume-se à construção de um edifício de 3 pisos de habitação nova de 6 apartamentos de custos controlados, de tipologias T2 e T1.

O edifício articula-se em três pisos acima do solo, sendo cada piso constituído por dois apartamentos de Tipologia T2 esquerdo e T1 direito. O último piso sendo ele também a cobertura do edifício e com a estratégia de quebrar a escala de um edifício com três pisos, optou-se por um piso amansardado e com revestimento em telha plana.

O largo, que se desenha com o edifício é em calçada portuguesa calcária com geometria regular. A pedra de basalto escura permite um desenho que na escala e leitura do utilizador cria um desenho abstrato. Contudo, numa escala aérea existe um tributo à Actriz Virginia com o desenho do seu perfil que deu nome à rua, ao projecto, ao largo sendo uma figura impar e de origem Torrejana.

As caixilharias serão em PVC à cor branco e genericamente de abrir

O acabamento exterior das paredes será em pedra calcária da região mantendo o embasamento do edifício e o uso do azulejo como revestimento das fachadas, conferindo uma vibração da sua textura consoante a evolução do dia e exposição solar, permitindo este material uma maior durabilidade e evita manutenções frequentes nas paredes exteriores, conferindo ao centro histórico um edifício atemporal. A cobertura será inclinada amansardada e revestida a telha plana.

As opções técnicas do projecto, nomeadamente a escolha de materiais e acabamentos, foram estudadas e consideradas na perspectiva de optimização dos custos inerentes à sua construção, ciclo de vida dos materiais e do edifício, redução de manutenção futura e uniformização da imagem urbana arquitectónica que estabelece o enquadramento de várias escalas e programas no local. A estratégia pretende homogeneizar e qualificar o lugar.

Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.

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