DESCRIÇÃO DO PROJETO
"Duas irmãs. Duas casas. Uma construção. Uma família que quis permanecer unida criando a intimidade de cada uma.
A limitação regulamentar a apenas uma construção, torna o projeto num pedido particular: criar duas casas autónomas, dentro da mesma construção, num terreno contíguo à casa onde vivem os pais e as duas cresceram. Ambas com filhos, ambas com a necessidade de espaço para a vida acontecer — dentro e fora de casa. A proximidade era desejada e o desafio foi criá-la sem a tornar limitativa.
O terreno apresentava condições exigentes: área de construção reduzida, acentuada diferença de cotas, e uma rocha de grande dimensão a poente, impossível de ignorar.
O projeto incorporou estes obstáculos e a rocha tornou-se inspiração. A pedra, presente na paisagem e na memória do lugar, passou a ser o material estruturante da identidade da obra, desde o embasamento comum que cria uma plataforma de nível, e que alberga garagens e áreas técnicas, até aos apontamentos que pontuam as fachadas brancas e se prolongam pelos interiores. O que era condicionante tornou-se identidade.
No interior, os espaços são generosos e fluídos, com uma relação cuidada com o exterior. A pedra e a madeira dialogam com a luz natural, que exalta a beleza dos materiais. Os detalhes são decisões: emolduram vistas, marcam transições, integram objetos com significado.
O mesmo cuidado estende-se ao exterior, definindo espaços cobertos, integrados na própria volumetria das casas, que criam áreas protegidas onde a vida com as crianças pode acontecer — abrigam com liberdade, não condicionam. O exterior não é o que sobrou, é parte importante do projeto.
O resultado são duas casas muito diferentes entre si, que partilham uma origem, uma linguagem e a ligação ao solo, tal como as duas irmãs que as habitam. "
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.











































































