FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO PROJETO RECENTE

Duas Casas em Guimarães, projeto de arquitetura residencial do atelier felixARQS – Daniel Félix Arquitectos, cria dois lares autónomos para duas irmãs num único volume. Uma rocha preexistente no terreno tornou-se o material identitário da obra: presente no embasamento, nas fachadas brancas e nos interiores.

Fachada lateral da moradia. Volume branco e embasamento em pedra clara. Varanda com guarda-corpos metálicos, em relação com o terreno — Duas Casas em Guimarães arquitectura Félix Arquitectos fotografia Ivo Tavares

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ARQUITETO RESPONSÁVEL
Daniel Félix
COLABORAÇÃO
Daniel Monteiro; Florbela Moura
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA (M2)
1160m2
FISCALIZAÇÃO
felixARQS
PAISAGISMO
felixARQS
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

"Duas irmãs. Duas casas. Uma construção. Uma família que quis permanecer unida criando a intimidade de cada uma. A limitação regulamentar a apenas uma construção, torna o projeto num pedido particular: criar duas casas autónomas, dentro da mesma construção, num terreno contíguo à casa onde vivem os pais e as duas cresceram. Ambas com filhos, ambas com a necessidade de espaço para a vida acontecer — dentro e fora de casa. A proximidade era desejada e o desafio foi criá-la sem a tornar limitativa. O terreno apresentava condições exigentes: área de construção reduzida, acentuada diferença de cotas, e uma rocha de grande dimensão a poente, impossível de ignorar. O projeto incorporou estes obstáculos e a rocha tornou-se inspiração. A pedra, presente na paisagem e na memória do lugar, passou a ser o material estruturante da identidade da obra, desde o embasamento comum que cria uma plataforma de nível, e que alberga garagens e áreas técnicas, até aos apontamentos que pontuam as fachadas brancas e se prolongam pelos interiores. O que era condicionante tornou-se identidade. No interior, os espaços são generosos e fluídos, com uma relação cuidada com o exterior. A pedra e a madeira dialogam com a luz natural, que exalta a beleza dos materiais. Os detalhes são decisões: emolduram vistas, marcam transições, integram objetos com significado. O mesmo cuidado estende-se ao exterior, definindo espaços cobertos, integrados na própria volumetria das casas, que criam áreas protegidas onde a vida com as crianças pode acontecer — abrigam com liberdade, não condicionam. O exterior não é o que sobrou, é parte importante do projeto. O resultado são duas casas muito diferentes entre si, que partilham uma origem, uma linguagem e a ligação ao solo, tal como as duas irmãs que as habitam. "
Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.
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