FOTÓGRAFO DE
ARQUITETURA

IVO TAVARES
STUDIO

PROJETO ANTIGO

M House, do atelier de arquitetura Risco Singular em Barcelos, é uma casa escultural de curvas brancas e fluidas que organiza os seus volumes em U em torno de um pátio central com piscina. No interior, uma escada helicoidal branca e uma piscina coberta com jardim do outro lado do vidro tornam esta uma das casas mais singulares do norte de Portugal.

Fachada frontal da moradia ao anoitecer, com volumes brancos iluminados e jardim paisagístico com luzes pontuais — RiscoWhite arquitectura Risco Singular – Arquitectura, Lda. fotografia Ivo Tavares

INFORMAÇÃO TÉCNICA

ATELIER DE ARQUITETURA
ARQUITETO RESPONSÁVEL
Arq.º Paulo Costa e Arq.ª Sónia Abreu
LOCALIZAÇÃO
ANO DE CONCLUSÃO DA OBRA
FISCALIZAÇÃO
Arq. Paulo Costa
FOTÓGRAFO

DESCRIÇÃO DO PROJETO

M House

"Onde a luz se revela com serenidade e o terreno se abre de forma generosa, a habitação renasce como uma composição de volumes que se sucedem num movimento contínuo e intencional. A intervenção parte da preexistência, não como memória congelada, mas como ponto de partida para um conjunto que se organiza numa relação clara entre interior e exterior, entre resguardo e abertura.

O primeiro volume acolhe o quotidiano de forma contida, deixando que as aberturas moldem a luz ao longo do dia. A partir dele, a casa prolonga-se em direção ao exterior através de uma sequência de espaços que encontram na paisagem próxima o seu contraponto: áreas de estar, de convívio e de lazer que se afirmam pela sua relação direta com a piscina e com o jardim envolvente. Aqui, a vegetação, cuidadosamente escolhida, não é cenário, mas matéria que confere profundidade, filtrando a claridade e marcando a passagem entre os diferentes momentos habitados.

Esta sucessão de volumes desenha o terreno e delimita-o, formando um U que abraça um único pátio central — um espaço onde a luz, a sombra e a presença da água estruturam a vivência exterior. Não há dispersão, mas continuidade. O pátio torna-se o centro vital da composição, lugar onde a habitação se abre e respira.

Num dos volumes mais recatados, um abrigo destinado a aves de coleção introduz uma dimensão sensorial e contemplativa, revelando a relação afetiva dos moradores com o lugar.

O percurso culmina então num prisma de vidro escurecido, onde se desenvolve a piscina interior. A sua presença dialoga com a vegetação envolvente, que se prolonga no reflexo da água, dissolvendo limites. Aqui, as paredes rasgam-se rumo ao verde e a arquitetura torna-se permeável, permitindo que o exterior participe plenamente no espaço interior. A água, silenciosa, articula o conjunto, tornando-se o elo que unifica esta casa que se abre ao mundo de forma subtil, serena e profundamente pensada."

Texto fornecido pelo atelier de arquitetura.

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